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Nova diretoria da FNE toma posse

Murilo Pinheiro é reconduzido para mais um mandato à frente da Federação. Piso salarial, Projeto Cresce Brasil e o resgate do interesse dos jovens pela engenharia são temas centrais para a nova gestão. José Luiz Azambuja, presidente do SENGE será diretor da Regional Sul da entidade.

Por Soraya Misleh
Portal FNE

Eleita durante o VII CONSE (Congresso Nacional dos Engenheiros), em setembro último, para o mandato 2010-2013, a nova diretoria da FNE tomará posse em 18 de março. A cerimônia ocorrerá no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília, a partir das 15h.

Reconduzido ao cargo de presidente, Murilo Celso de Campos Pinheiro aponta: “A nova gestão continuará a levar as bandeiras da defesa dos engenheiros em todo o Brasil, lutando pela sua valorização profissional, garantia de boas condições de trabalho e justa remuneração, inclusive com o respeito à lei que estabelece o piso profissional.”

Ele continua: “Fundamental também é a manutenção do projeto ‘Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento’, que segue sendo o nosso instrumento de mobilização pelo desenvolvimento. Além disso, a federação está unida ao movimento sindical em suas grandes lutas, como a redução da jornada de trabalho, a ratificação da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que proíbe a demissão imotivada, e a valorização do salário mínimo.” E aos profissionais liberais em particular, como acrescenta ele, por meio da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), “que a FNE ajudou a fundar”.

Sobre o “Cresce Brasil”, cuja ênfase consta como prioritária nas diretrizes de trabalho da nova gestão, Pinheiro destaca: “O projeto foi atualizado e teve sua nova edição aprovada durante o VII CONSE. Nessa versão, incluímos questões estratégicas para o desenvolvimento brasileiro, como as reservas de petróleo na camada do pré-sal, a Amazônia e a engenharia pública.

E claro, as questões econômicas envolvendo a crise de 2008 e sua superação no País.” Ele lembra que, com seu lançamento inicial, em 2006, a FNE contribuiu para colocar em pauta a necessidade de retomar o crescimento, à época em patamares pífios. “O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), primeira medida governamental coordenada pelo desenvolvimento em muitos anos, foi reflexo desse anseio que a sociedade já manifestava, ao qual o ‘Cresce Brasil’ deu consistência, com propostas concretas e factíveis.”

Agora, conforme complementa, a ideia é divulgar o novo documento e debatê-lo com a sociedade, parlamentares, movimento sindical e outras organizações. Neste ano eleitoral, como foi feito em 2006, a FNE apresentará seu projeto a todos os candidatos a presidente e a governador, “para que incluam as propostas dos engenheiros em seus programas de governo”. Pinheiro vaticina: “O objetivo é persistir na mobilização para que haja progresso no País e esse se traduza em melhores condições de vida para toda a população.”

Mais engenheiros

Para tanto, o Brasil precisa resolver o déficit anual de engenheiros, já constatado em vários setores essenciais e que tem sido pauta da imprensa. O problema, de que se houvesse crescimento faltariam profissionais, foi alertado pela FNE já em 2006. “Foi o que ocorreu. Para resolver a escassez, defendemos que sejam resgatados para o mercado de trabalho aqueles que haviam abandonado a profissão durante o longo período de estagnação econômica, garantir que os estudantes que entrem nos cursos de engenharia cheguem até o final – hoje, ingressam 140 mil e apenas 40 mil se formam – e incentivar os jovens a optarem pela engenharia”, explicita ele.

Com a pretensão de contribuir nesse sentido, a entidade produziu um vídeo intitulado “Mais engenheiros para construir o Brasil”, com duração de cerca de 20 minutos. Voltado aos estudantes do segundo grau, apresenta a profissão e mostra as possibilidades de atuação e perspectivas futuras. “Distribuído aos nossos sindicatos filiados, a proposta é que seja exibido nas escolas em todo o País”, conclui Pinheiro.

Ainda nessa linha, está prevista entre as diretrizes da FNE a atuação junto ao Governo Federal “na definição e implementação de uma política de incentivo à oferta do primeiro emprego para engenheiros recém-formados, com metas definidas”.

O plano plurianual de trabalho da federação inclui também o monitoramento das ações do PAC, a exemplo do que já vem sendo feito pela entidade, e a atuação intensa em prol de reformas estruturais e conjunturais no País. E o incentivo à criação e ampliação dos conselhos tecnológicos nos sindicatos de engenheiros.


Gestão 2010-2013

Presidente: Murilo Celso de Campos Pinheiro

Vice-presidente: Maria de Fátima Ribeiro Có

Diretor financeiro: Carlos Bastos Abraham

Diretor financeiro adjunto: Luiz Benedito de Lima Neto

Diretor administrativo: Antônio Florentino de Souza Filho

Diretor administrativo adjunto: Manuel José Menezes Vieira

Diretor de relações internas: Augusto César de Freitas Barros

Diretora de relações institucionais: Maria Odinéa de Melo Ribeiro

Diretor operacional: Flávio José A. de Oliveira Brízida



Diretores regionais

Norte: Sebastião Aguiar Fonseca Dias

Nordeste: José Ailton Ferreira Pacheco

Centro-Oeste: Cláudio Henrique Bezerra Azevedo

Sudeste: Clarice Maria de Aquino Soraggi

Sul: José Luiz Bortoli Azambuja



Conselheiros fiscais Efetivos

Thereza Neumann Santos de Freitas

José Carlos Rauen

Arthur Chinzarian

Suplentes

João Alberto Rodrigues Aragão

Lincolin Silva Américo



Representantes na CNTU

José Luiz Lins dos Santos (titular)

Wissler Botelho Barroso (suplente)

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