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Elas ganham menos

Mulheres ocupam mais vagas formais, mas o salário ainda é inferior ao dos homens

Nos últimos seis anos, cerca de 5 milhões de mulheres engrossaram a força de trabalho formal do país. Segundo dados do Ministério do Trabalho, entre 2002 e 2008, 4.788.023 mulheres conseguiram emprego com carteira assinada.

A quantidade de trabalhadoras equivale à soma das populações de Fortaleza (CE) e de Belo Horizonte (MG) e prova que as empresas estão abrindo suas portas para a mão de obra feminina.

Se as mulheres podem comemorar a abertura do mercado de trabalho, uma vez que estão conseguindo mais vagas que os homens, a situação é outra quando a assunto é rendimento.

Pelos dados extraídos da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), em 2002, havia 11.418.562 mulheres trabalhando formalmente no país. Em 2008, esse estoque saltou para 16.206.585, um crescimento de 40,9%.

No mesmo período, a quantidade de homens trabalhando com carteira assinada passou de 17.265.351 para 23.234.981, um salto de 34,5%.

Elas conseguem colocação nas empresas, mas o salário pago é inferior ao dos homens. O mercado de trabalho ainda é perverso para as pessoas do sexo feminino. Segundo os dados da RAIS, as mulheres ganham menos em todas as faixas etárias analisadas.

Na primeira faixa, de 15 a 17 anos, a diferença até que não é tão grande. Os homens ganham, em média, R$ 470,04 e as mulheres R$ 457,89. À medida que a idade sobe, vai subindo também a diferença salarial.

Na faixa etária de 40 a 49 anos, por exemplo, enquanto a média salarial dos homens é de R$ 2.022,13, a das mulheres é de R$ 1.594,43.

Na comparação entre estados e setores de ocupação, a melhor remuneração para a mulher está no setor de extração mineral e no Amazonas. Lá, elas conseguem receber salário de até R$ 8.755,23.

Em seguida, vem o Rio de Janeiro, com R$ 7.849,80 e Sergipe, com R$ 6.113,08. O setor de serviços e indústria de utilidade pública também pode ser considerado um bom emprego. Em Brasília, as mulheres que trabalham nesses setores conseguem remuneração de R$ 4.812,18.


Fonte: CNTU

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