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REUNIÃO NA EMATER DISCUTE CARREIRAS E AÇÃO 135

Os diretores do Sindicato apresentaram contribuições visando a valorização dos engenheiros e a qualificação ainda maior do trabalho desenvolvido pela instituição, e trataram ainda sobre o cumprimento da Ação 135.
 

Nesta segunda-feira (8) os diretores do SENGE, acompanhados pelo advogado Valmir Batista, estiveram reunidos com a diretoria da EMATER. Na oportunidade foi solicitado à empresa que seja analisada a viabilidade de aproveitamento dos profissionais contratados como técnicos agrícolas e que, posteriormente, se graduaram como engenheiros agrônomos e agrícolas, e que, portanto, contribuem com o conhecimento superior nas suas atividades rotineiras como extensionistas. Ainda que existam requisitos legais a serem atendidos, os diretores do Sindicato reiteraram a demanda de um número expressivo de profissionais, apresentada em reivindicações durante Assembleia Geral. O SENGE se coloca à disposição para construir uma solução viável no sentido de valorizar os empregados e qualificar ainda mais o trabalho desenvolvido pela instituição.

A reunião ainda tratou da execução do processo 135, cuja sentença determina o cumprimento da Lei 4.950-A/66 (Salário Mínimo Profissional) que foi objeto de acordo com a empresa em 1999, e que, posteriormente, a partir do ano 2000, foi descumprido, obrigando o SENGE a recorrer novamente à Justiça para restabelecer aquilo que havia sido decidido. Lamentavelmente, depois de 18 meses da sentença ser reafirmada, a empresa solicitou mais prazo para apresentação de uma proposta para saldar o passivo.

Os diretores do SENGE reiteraram a compreensão sobre as dificuldades financeiras da empresa, mas salientaram a necessidade de que seja cumprida a Lei e a sentença judicial transitada em julgado. Lembraram ainda que o SENGE sempre foi, e continuará sendo, parceiro para recompor o orçamento da empresa, e apresentou proposta de reestruturação e ampliação das receitas próprias bem como apoiou a luta pelo resgate da filantropia. Ou seja, interessa sim ao SENGE-RS uma EMATER forte, reconhecida e atuante no meio rural do RS, o que só é possível com equipes completas, motivadas e com perspectivas de carreira, o que não é o caso dos engenheiros atualmente.

Alertamos a diretoria da EMATER e reiteramos à categoria que o Sindicato não aceitará manobras insinuando que a ação judicial será responsável por “quebrar” a empresa, tampouco as tentativas de criar desentendimentos entre os colegas de diferentes gerações e de outras categorias. Estamos absolutamente tranquilos porque, de nossa parte, desde o início, fizemos todo o esforço para negociar e não deixar que a situação chegasse a esse ponto. Lamentavelmente as diferentes gestões da empresa, incluindo a atual, optaram por “empurrar” o processo até o final, em uma discussão jurídica sem qualquer perspectiva de sucesso para a empresa, aumentando consideravelmente o passivo que, agora, dizem que não existe dinheiro para pagar! Reiteramos que a lei é para ser cumprida e esse é o primeiro dever dos gestores.

É oportuno lembrar que a EMATER não vem fazendo o pagamento do SMP na primeira linha do contracheque conforme seria o correto, ocasionando o fim da carreira para os engenheiros e prejuízos consideráveis para todos, coisa que, em algum momento futuro, precisará ser tratada.

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