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SENGE NA AUDIÊNCIA PÚBLICA QUE DISCUTIU A RETIRADA DE DIREITOS DOS SERVIDORES DE CACHOEIRINHA

“Não queremos ouvir que a culpa é dos servidores, porque são eles os responsáveis por colocar em prática os serviços que a população necessita. Nos interessa escutar a proposta que aumenta a receita, que vai atrás de quem está devendo. Nós temos que brecar esse vento negro que bota a culpa no servidor público, que quer fechar estatais, que quer fechar fundações, e os devedores estão lá, tranquilos no seu canto”, afirmou o diretor do SENGE, Tadeu Rodriguez, aos servidores da Prefeitura de Cachoeirinha que lotaram o auditório Dante Barone nessa quinta-feira (16).

O ato ocorreu durante a audiência pública que discutiu a retirada de direitos dos servidores públicos de Cachoeirinha, iniciativa proposta pelo deputado estadual Pedro Ruas e promovida pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa.

Em sua manifestação, o diretor Tadeu Rodriguez, que atua na área de Negociações Coletivas, lembrou em sua manifestação a trajetória de mobilização do SENGE no município, que resultou na lei municipal que garantiu à categoria a Gratificação de Responsabilidade Técnica. O direito que reconhece a responsabilidade dos profissionais de Engenharia e Arquitetura em relação às obras e serviços executados foi diretamente atacado pelo prefeito Miki Breier e pelos vereadores de Cachoeirinha, além de outros retrocessos que ferem todos os servidores.

Nesse sentido, o diretor reiterou o posicionamento do Sindicato contrário ao fechamento de estruturas públicas tanto no Estado, quanto nas prefeituras, bem como a tentativa deliberada de culpar os servidores pela crise nas finanças públicas. No caso de Cachoeirinha, o descaso foi denunciado na imprensa local pelo SENGE, oportunidade em que foi exposta a disposição da categoria em apresentar sugestões de ações preventivas que, como técnicos, poderiam contribuir com a situação econômico-financeira e, no entando, foram sumariamente ignoradas.

Participaram também da audiência representantes do Sindicato dos Municipários, que lidera a greve dos servidores, entre outras entidades representativas, que denunciaram a  inconstitucionalidade das medidas tomadas pela administração municipal. Como encaminhamento, serão ajuizadas ações ao Ministério do Trabalho, ao Ministério Público de Contas e ao Ministério Público Estadual.

Servidores viram as costas em protesto à manifestação de representante da prefeitura.

 

 

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