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Palavra do Engenheiro | Sucateamento do DAER e deficiências na infraestrutura viária: coincidência?

Na coluna Palavra do Engenheiro, o SENGE alerta para os impactos do sucateamento do DAER e a consequente precarização dos serviços conservação e manutenção da malha rodoviária estadual, contratos, fiscalização, administração da faixa de domínio e gestão de transporte coletivo. 

Alistadas na proposta do Governo do Estado entre os ativos vendáveis para garantir a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), as Superintendências Regionais do DAER de Santa Maria e Bento Gonçalves, ambas em pleno funcionamento, estão prestes a terem suas estruturas e seu funcionamento encerrado sem a prévia definição de um novo local para transferência dos equipamentos e pessoal, deixando desassistidas as regiões por elas atendidas. O alerta é feito pelo SENGE na coluna Palavra do Engenheiro, publicada nessa segunda-feira (8) pelo jornal Correio do Povo e, na terça-feira (9), pelo jornal Minuano, de Bagé. 

No texto, o Sindicato dos Engenheiros lembra que os editais de Concorrência Pública para alienação já foram publicados e, havendo a homologação do certame, os imóveis deverão ser desocupados em 90 dias. No entanto, permanece sendo uma incógnita o futuro da estrutura e o atendimento às demandas rodoviárias como conservação e manutenção da malha rodoviária estadual, contratos, fiscalização, administração da faixa de domínio, gestão de transporte coletivo.

“Em paralelo, o Departamento não recebe investimentos em equipamentos e pessoal para os trabalhos nas frentes de serviço há mais de 20 anos e a aplicação de recursos em 2017 representou apenas 66% do aplicado em 2003, em valores corrigidos. O quadro de profissionais de nível superior é de 40% do necessário (previsto em Lei), destes somente 84 da área de engenharia e dos técnicos de nível médio está reduzido a 12% do necessário”, destaca a entidade.

Ainda segundo a publicação, o que está por vir são estruturas alegadamente enxutas, porém dependentes de contratos terceirizados para os quais não haverá recursos. “Não é exagero afirmar que quanto mais avança o sucateamento do DAER, piores ficam as rodovias do nosso Estado.”

Leia na íntegra a Palavra do Engenheiro desse dia 8 de janeiro

 

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